Casal abençoado!

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DEUS,maravilhoso

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Uma menina “superpoderosa”

Alani, de 6 anos, filha de um pastor pentecostal, atrai milhares de pessoas em busca de pretensas curas milagrosas

CULTO
Uma fiel recebe o toque de Alani. A menina diz que gostaria de ser médica para “curar muita gente”


Toda segunda-feira e quarta-feira, a menina Alani Santos, de 6 anos, participa dos cultos da Igreja Pentecostal dos Milagres. Vai da escola direto para o culto, num pequeno templo ao lado de um supermercado, em Alcântara, bairro de classe média baixa a 50 minutos do centro do Rio de Janeiro. Leva a mochila com as tarefas que a professora passa. Pouco antes do culto, o pai – Adauto Santos, o pastor da igreja – a ajuda a fazer a lição de casa. Na escola, Alani é conhecida como a “menina superpoderosa”. Na igreja, ela é a “Missionarinha Alani”. No letreiro da igreja, há uma foto dela, com a mão estendida. Cartazes colados na entrada mostram supostos deficientes físicos jogando fora suas muletas e paraplégicos se levantando das cadeiras de rodas.

Durante o culto, obreiros improvisam assentos para acomodar os fiéis que chegam. No palco, um cantor evangélico e a mãe de Alani cantam um sucesso gospel. Sara todas as feridas/Faz um milagre em mim... , diz a letra. Na plateia, doentes esperam que a canção vire realidade. Alani acompanha a música sentada na primeira fila, uma boneca no colo, balançando os pezinhos no ritmo da música.

A pregação do pastor Adauto, de uma hora e meia, é o prólogo do auge da cerimônia, o momento em que Alani entra em cena. “Alguém aqui já foi curado?”, pergunta o pastor. Sete pessoas levantam as mãos. “E quem curou? A Missionarinha? Não! Quem curou?” Todos respondem num coro: “Jesus”.

Adauto desce do palco e caminha até uma senhora que levantou a mão. A dona de casa Maria das Neves Silva, de 55 anos, conta no microfone que quando chegou à igreja não conseguia andar. Lista uma série de doenças e diz que está curada. O pastor volta ao palco e avisa: a cura depende de cada um, da fé. Nem todos conseguirão. “Você é quem pode impedir você mesmo de conseguir o milagre”, afirma, enfático. Adauto pede em seguida que os que estão no templo pela primeira vez e que esperam a cura levantem as mãos. Quatro pessoas aparecem. Uma mãe leva um bebê de 2 meses no colo e afirma que o garoto tem refluxo. Sempre que mama, vomita. Está emagrecendo. A dona de casa Fátima da Conceição Faria, de 55 anos, se queixa de dores nas pernas e de hérnia de hiato. Outra mulher lamenta-se de dores nas pernas e no peito.

Adauto afirma que os milagres vão começar a acontecer. Alani é orientada a colocar as mãos sobre a região doente de cada um. Ao primeiro toque, uma das mulheres começa a chorar. O pai, ao microfone, exclama: “Meu Deus do céu...”. Alani segue tocando um a um. Adauto pede que a mãe do bebê o amamente e garante que o menino não vomitará mais. Ela volta para seu lugar e começa a amamentar o bebê. A avó, ao lado, tem uma expressão feliz.

Adauto começa a perguntar aos doentes se eles ainda sentem as dores. Todos dizem estar bem. O pastor então pede à dona de casa Fátima, a que reclamava das dores nas pernas, para correr. Ela dispara pelo salão, sob aplausos.

Adauto chama ao palco uma mulher de muletas e diz que ela vai correr também. Maria de Souza Almeida, de 59 anos, diz que sente dores nas costas e tem dificuldade de andar. Orientada pelo pai, Alani toca a mulher. O pastor pede, então, que a doente dê um pique. Ela responde que ainda sente dores e que não vai tentar. “Eu não disse que o maior inimigo é você mesmo? Tem gente que não recebe o milagre porque não quer”, afirma.

No fim do culto, Adauto pede doações. Lembra que o aluguel do templo custa R$ 2.300. Poucos depositam alguma quantia na sacola com a inscrição “O Senhor é meu pastor, nada me faltará”.

A intermediação de milagres não é uma crença dos evangélicos, explica a antropóloga especialista em religião Regina Novaes, da Universidade Federal do Rio de Janeiro: “Para eles, qualquer pessoa pode receber diretamente a bênção de Deus”. Mas desde que circula a notícia das curas a Igreja Pentecostal dos Milagres vive lotada. Embora nos cultos Adauto atribua os milagres a Jesus, e não à filha, é a presença de Alani que atrai os fiéis. O pastor afirma que o suposto poder da menina começou antes mesmo de ela nascer. “Todo mundo gosta de passar a mão na barriga das grávidas. Quando tocavam a barriga de minha mulher, muita gente começava a chorar e sentir coisas estranhas”, diz.

Desde que tinha 1 ano de idade, Alani já era levada para os cultos. Doentes se aproximavam para que ela os tocasse com suas mãozinhas. A mãe teria pedido a Adauto que não levasse mais a menina às cerimônias. Passados três anos, Alani voltou à igreja. A situação preocupa pessoas como a advogada Tânia da Silva Pereira, coordenadora da Comissão Nacional de Infância e Juventude do Instituto Brasileiro de Direito de Família. “Será que ela faz milagre ou a estão usando para proveito alheio?”

Casos de crianças às quais são atribuídos milagres ou poderes sobrenaturais não eram incomuns no passado na Igreja Católica. Um dos mais famosos é o de Antoninho da Rocha Marmo (1918-1930), um menino paulista que ficou conhecido pelo suposto dom de adivinhar o futuro. Antoninho teria, inclusive, previsto a própria morte aos 12 anos, de tuberculose. Entre os evangélicos, meninas missionárias despontam de tempos em tempos, causando comoção. Antes de Alani, uma menina chamada Ana Carolina Dias virou um hit na internet com uma pregação, gravada quando ela tinha 6 anos. O sucesso foi passageiro.

Nos fins de semana, Alani participa de cultos em igrejas que a convidam. O pai diz que, fora do templo, Alani leva uma vida como qualquer menina de sua idade. Quando lhe perguntam o que mais gosta de fazer, Alani responde: “Orar pelas pessoas”. Diz que gostaria de ser médica quando crescer. É para, em suas palavras, “curar muita gente”.
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REVISTA ÉPOCA

terça-feira, 10 de março de 2009

QUEM REDIGIU A BíBLIA E COMO FOI ELA COMPILADA

Ninguém sabe quem escreveu ou redigiu a Bíblia. Os homens que preservaram a Sagrada Escritura e a deram ao mundo na sua forma hodierna foram escritores apaixonados pelo anonimato, a ponto de os letrados, ao discutirem sobre que livros incluir na terceira e última parte da Bíblia, terem-no adotado como um dos critérios. Exceto os profetas, nenhum dos autores era conhecido.

A redação final da Bíblia, tal como a compilação original da sua sabedoria, foi também fruto de um esforço conjunto. Séculos de estudo e discussão por parte dos maiores eruditos consumiram-se nessa tarefa.

A Bíblia judaica se compõe de três partes distintas, redigidas em diferentes épocas.

A Torá ou Pentateuco, isto é, os Cinco Livros de Moisés, foram compilados, pela primeira vez, nos anos subseqüentes a 621 A.C.



Os dos Profetas foram organizados em sua forma final por volta do ano 200 A.C.


Esta seção contém os livros históricos: Josué, os Juízes, Samuel e os Reis; os Profetas Maiores: Isaías, Jeremias e Ezequiel; e os doze profetas menores, inclusive Oséias, Amós, Jonas e Miquéias.

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sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Entrevista com Antonio R. Bezerra de Menezes Filho


Tetraneto de Bezerra de Menezes converte-se a Cristo e desmente o Evangelho segundo Allan Kardec.

Matéria publicada na Revista Resposta Fiel, em março/2002.



Antonio Roosevelt Bezerra de Menezes Filho, 43 anos, tetraneto de Adolfo Bezerra de Menezes, um dos fundadores e primeiro presidente da Federação Espírita no Brasil (FEB), nasceu em uma família que sempre seguiu o kardecismo.

Envolvido com a doutrina, ele psicografava, tinha revelações e contato com os mortos. Na adolescência, ele conheceu outras religiões e seitas. Praticou yoga e artes marciais. Se envolveu com a ideologia da Nova Era, buscando poder e realizações da mente. Antonio acreditava que Jesus era um ser iluminado e um alvo a ser atingido.

Pensava que se continuasse a crescer espiritualmente seria um dia como Jesus, Gandhi ou Buda. Empresário, dono de uma construtora, Antonio viu sua vida ficar muito ruim e os negócios entrarem em crise. Como resultado, se afundou mais no espiritismo. Pesquisando a vida de Allan Kardec, descobriu que, na França, país em que foi fundada a crença espírita, o espiritismo não subsistiu. O próprio Allan Kardec faliu.

O mesmo aconteceu com seu tetravô, Bezerra de Menezes, que foi prefeito do Rio de Janeiro. Todos da sua família que eram envolvidos com espiritismo perderam seus bens. Antonio era um deles. Ele perdeu tudo o que tinha. Nesse período, separou-se da família. Sofreu vários acidentes. Em um deles, na Via Dutra, um caminhão passou por cima do seu carro, mas ninguém da família, que estava no carro, morreu. Naquele momento, ele ouviu a voz de Deus: “Você não quer agora deixar que eu cuide da sua vida?” Foi quando Antonio lembrou-se do passado e disse: “Sim, quero entregar a minha vida a ti”.

Hoje, Antonio Bezerra de Menezes, convertido há 12 anos, é pastor na Igreja Batista Shemá Yisrael em Campinas (SP), reitor da Faculdade de Administração Eclesiástica Batista das Américas (Faeban: www.faebam.com.br) e conferencista internacional da Adhonep.

RE O que o levou a sair do espiritismo?

Bezerra Desde jovem, sempre tive desejo de conhecer a verdade sobre todas as coisas. Passei por muitas decepções dentro da minha vivência como médium e com a doutrina espírita, não com as pessoas. Quero deixar bem claro que tenho muito carinho pelos amigos espíritas. Mas, três fatos me decepcionaram muito. Um primo meu ficou gravemente doente e, mesmo sendo do maior clã espírita do Brasil, tendo o doutor Bezerra de Menezes como ancestral, o “chefe de corrente de cura científica no espaço” (por ter sido médico), não houve cura para ele. Também fui psicógrafo e, ao receber uma mensagem psicografada por uma pessoa da família que dizia ter recebido a mensagem do meu primo e de meu avô, eu e minha mãe vimos claramente que não era verdade. Como espírita, eu tinha que encontrar o fundamento das coisas e percebi que tudo vem da Bíblia. Aliado a isso, passei por diversos problemas familiares pessoais e perdi uma fortuna em patrimônio, o que quase me levou ao suicídio. Tudo isso foi restaurado quando tornei-me um servo de Deus.

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quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

450 anos do Primeiro Culto Evangélico no Brasil

Num país de secular hegemonia católica em que os livros didáticos de história apresentavam até pouco tempo atrás como data a ser memorizada pelos alunos a Primeira Missa no Brasil (quem se lembra?); num país em que os jornais noticiam nas últimas semanas que ele agora detém a posição de maior país católico e pentecostal do mundo; num país em que se realizará em maio uma Conferência do Episcopado latino-americano na cidade de Aparecida do Norte/SP com a presença do papa cuja temática terá como pano de fundo o cenário da redução gradativa de fiéis por parte de Igreja Católica; num país com esta cultura religiosa nunca é demais lembrar uma data que passa desapercebida do calendário religioso brasileiro – 450 anos do primeiro culto evangélico( ou protestante como se queira) no Brasil.

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